A Sala Cecília Meireles é uma sala de concertos localizada no bairro da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É uma das mais tradicionais salas de concerto do Brasil e possui capacidade para 670 lugares. Foi projetada para receber concertos de música de câmara e foi batizada com este nome em homenagem à poeta (e pianista amadora) Cecília Meireles.

História
O edifício foi erguido em 1896, tendo funcionado originalmente como uma mercearia, o "Armazém do Romão". Posteriormente, tornou-se hotel, com o nome de Hotel Freitas e, mais tarde, Grande Hotel da Lapa. O local hospedou importantes fazendeiros e políticos da República Velha, sendo inclusive retratado na comédia opereta de Artur de Azevedo "A capital federal" (1897).
Em 1939, o prédio foi reformado e transformou-se em um cinema, recebendo o nome de Cine Colonial.
Da história à obra
Um lugar como Sala Cecília Meireles chega até hoje porque alguém planejou, construiu e depois cuidou. A URBEX atua com construção e reformas residenciais e comerciais e, no dia a dia, conversa sobre as mesmas perguntas: o que precisa ser feito, com que material e como manter depois. Esta é uma leitura nossa sobre conservação, não uma obra da URBEX neste local.
Obra bem feita dura: URBEX
A URBEX é a empresa de construção e reformas que atende Osasco, Carapicuíba, Barueri, Santana de Parnaíba e Alphaville, com escopo claro antes de começar. A URBEX fica no Oeste da Grande São Paulo (SP), não no Rio de Janeiro. Este espaço é divulgação do nosso próprio projeto.
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Campanha e fundação da sala de concertos
A história da Sala Cecília Meireles, como local de música, começa com o declínio do Cine Colonial, que em 1961 fechou suas portas definitivamente. Naquele período, a cidade do Rio de Janeiro carecia de um espaço dedicado exclusivamente a concertos de música de câmara e recitais; antes da Sala, essas apresentações eram frequentemente relegadas ao Theatro Municipal, um local considerado acusticamente inadequado para esse tipo de repertório.
O jornalista e crítico musical Andrade Muricy, que escrevia para o Jornal do Commercio, foi o principal idealizador da nova sala. Ele iniciou uma campanha vigorosa em sua coluna, aventando que o edifício ocioso do antigo Cine Colonial seria o local perfeito para abrigar a tão necessária sala de concertos.
A campanha surtiu efeito. O então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, captou a mensagem e abraçou o projeto. Em 1964, o próprio Andrade Muricy anunciou em sua coluna no jornal que o governador acabara de assinar o decreto de desapropriação do edifício, destinando-o à criação do novo espaço cultural.
Inauguração e a escolha do nome
A Sala Cecília Meireles foi inaugurada em 1º de dezembro de 1965, como parte das atividades das comemorações do IV Centenário da cidade do Rio de Janeiro. A escolha do nome, no entanto, foi uma decisão direta do governador que contrariou a expectativa dos críticos.
Andrade Muricy e seu colega, o também crítico Renzo Massarani, torciam publicamente para que o novo espaço fosse batizado em homenagem ao Padre José Maurício Nunes Garcia, considerado o maior compositor de música sacra do período colonial brasileiro.
Contudo, Carlos Lacerda optou por uma homenagem pessoal. Ele escolheu o nome de sua amiga, a poeta, jornalista e pintora Cecília Meireles. Lacerda e Cecília haviam trabalhado juntos no jornal Correio da Manhã em 1929. A poeta havia falecido em novembro de 1964, cerca de um ano antes da inauguração da sala, e a nomeação serviu como um tributo póstumo à sua contribuição para a cultura brasileira.
Reformas e atualidade
O edifício foi restaurado sob a gestão do governador Marcello Alencar, quando recebeu tratamento acústico e foi entregue em 2014. Nesta reforma, foi criado um novo auditório para pequenos concertos, denominado Auditório Guiomar Novaes, com capacidade para 150 pessoas, e o Espaço Ayres de Andrade, para a realização de coquetéis.
Desde 2004, é dirigida pelo compositor João Guilherme Ripper.
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Agora no entorno
Fontes: Open-Meteo (tempo) e BrasilAPI (feriados).
Perto daqui
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Nossas empresas: quem é quem
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