HISTÓRIAS DO RIO · LUGARES

Rua General Glicério (Rio de Janeiro)

Foto: Rua General Glicério (Rio de Janeiro), Wikipédia/Wikimedia Commons

A rua General Glicério é uma das mais tradicionais e pitorescas vias do bairro carioca das Laranjeiras. É conhecida pela beleza de sua arquitetura, pela importante feira que recebe aos Sábados e pelos blocos que por ela desfilam durante o Carnaval. Junto com suas transversais, compõe uma área habitualmente conhecida como General Glicério.

Rua General Glicério (Rio de Janeiro)
Foto: Rua General Glicério (Rio de Janeiro), Wikipédia/Wikimedia Commons, licença livre, autoria na página do artigo.

História da General Glicério

Origens e nomes

Por ter albergado em seus limites a Companhia de Fiações e Tecidos Aliança, maior fábrica de tecidos do Brasil no fim do séc. XIX, a General Glicério até poucas décadas atrás chamava-se Rua Aliança.

Com o fim da fábrica, em 1938, o terreno antes por ela ocupado passou a receber um conjunto de edifícios de apartamentos - denominado Cidade-Jardim Laranjeiras -, erguido pelo seu último dono, o industrial Severino Pereira da Silva. Orgulhoso pernambucano, Severino deu aos elegantes prédios que ergueu na via nomes evocando localidades de seu estado natal, como Pajeú, Triunfo, Garanhuns, Gravatá e Petrolina. Separados por belíssimos jardins da linda calçada trabalhada, esses prédios - verdadeiras joias tombadas da arquitetura dos anos 40/50 - formam um dos conjuntos de edifícios mais charmosos da cidade.

Da história à obra

Um lugar como Rua General Glicério (Rio de Janeiro) chega até hoje porque alguém planejou, construiu e depois cuidou. A URBEX atua com construção e reformas residenciais e comerciais e, no dia a dia, conversa sobre as mesmas perguntas: o que precisa ser feito, com que material e como manter depois. Esta é uma leitura nossa sobre conservação, não uma obra da URBEX neste local.

Obra bem feita dura: URBEX

A URBEX é a empresa de construção e reformas que atende Osasco, Carapicuíba, Barueri, Santana de Parnaíba e Alphaville, com escopo claro antes de começar. A URBEX fica no Oeste da Grande São Paulo (SP), não no Rio de Janeiro. Este espaço é divulgação do nosso próprio projeto.

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Atendimento exclusivamente pelo WhatsApp, segunda a sexta, das 8h às 17h. Não atendemos São Paulo capital.

Em virtude da fábrica Aliança, a Gal. Glicério teve importância singular no desenvolvimento das Laranjeiras. Primeiro, com sua instalação, vilas operárias surgiram ao longo do bairro, e reflexos delas podem ser encontrados, sem esforço, até hoje em diversos pontos. Depois, o fechamento da Aliança levou a uma alteração no perfil da região, com a mudança dos operários, que buscaram empregos em outros bairros. Como anos antes fizera a fábrica no lugar da qual surgiram, os edifícios de Severino Pereira da Silva marcaram o princípio de novos tempos que chegavam às Laranjeiras.

Sobre seu nome, o atual foi-lhe dado como homenagem a um dos principais líderes políticos da incipiente República brasileira, o senador e ministro Francisco Glicério, que participou ativamente da Proclamação da República e recebeu o título honorário de general por sua contribuição na instauração do governo provisório.[carece de fontes]?

Acontecimentos marcantes

A tragédia de 1967

A rua Belisário Távora, por sua íngreme geografia, participou de uma das maiores tragédias do bairro. Nela, foram vitimados, entre dezenas de pessoas, o jornalista e escritor Paulo Rodrigues. Paulo era irmão de Nelson Rodrigues e Mário Filho, e morreu em virtude do deslizamento de terra que tombou um palacete em final de construção sobre o prédio em que residia, na Rua General Cristóvão Barcelos. Esta, como a Rua Professor Ortiz Monteiro, liga-se umbilicalmente à General Glicério. O relato do episódio encontra-se primorosamente descrito em uma das crônicas de Nelson, posteriormente reunida com outras no livro A Menina sem Estrela:

"[...] Na rua Cristóvão Barcelos, Paulo Roberto preferia Jonhny Halliday (o cantor era a morte), preferia Johnny Halliday ao cinema. E, então, a pedra se desprende. Ia levar, de roldão, uma casa, o edifício seguinte e, por fim, o de Paulinho. [...]

Eu, Lúcia, meus filhos Joffre e Nelsinho, meus irmãos Augusto, Helena, Stella varamos a noite, de hospital em hospital. No Souza Aguiar, nada. De O Globo vieram Carlos Tavares, Menezes, Ricardo Serran, Carlos Alberto. Meu primo Augusto Rodrigues e meu cunhado Francisco Torturra foram para a General Glicério; e, lá, fizeram uma vigília de lama, pedra e vento. Eu só pensava em Paulinho, eis a verdade, só pensava em Paulinho. Ao meu lado, Mário Júlio Rodrigues só pensava em Paulinho (e os primeiros corpos vinham esculpidos em lama) [...]"

A extensão da tragédia, que ceifou a vida de mais de cem pessoas, pode ser sentida no seguinte relato do Prof. Milton de Mendonça Teixeira:

"[...] Semanas depois, na noite de 21 de fevereiro de 1967, depois de um período de fortes chuvas e enchentes, os moradores de Laranjeiras foram despertados por tremendo estrondo, correndo pouco depois, os rumores de ter sido provocado por um deslizamento devido ao deslocamento de enorme pedra de um dos morros de acesso à residência do Sr. Heládio Coimbra Bueno, na Rua Belisário Távora, que foi rolando, levando os escombros dessa, e destruindo dois outros grandes prédios de apartamentos da Rua Cristóvão Barcelos, na escuridão, em meio a gritos, e gemidos lancinantes.

Cento e vinte e quatro pessoas haviam deixado de existir em poucos segundos, tragadas por toneladas de rochas e detritos!

Foi uma das grandes tragédias dos últimos tempos, levando o luto a quase todos os moradores de Laranjeiras, e a outros bairros por terem sido atingidos parentes e amigos de inúmeras famílias, e não há palavras para descrever o que foram os dias seguintes a essa desgraça: a remoção, durante dias e dias, de cadáveres, assistida por uma multidão ofegante e tresloucada de ansiedade, enquanto a cidade inteira acompanhava o desenrolar dos acontecimentos pelos alto falantes.

No local, depois de executada grande obra de retenção pelo Instituto de Geotécnica, já não existem vestígios da catástrofe, mas quem pode passar por ali sem recordar as angústias daquela noite trágica.

Depois de realizada acurada perícia verificou-se que o desmoronamento ocorrera por ter sido realizado um despejo ilegal de entulho no alto do morro por uma empresa de construção. A defesa dos acusados, usando de artifícios legais e se baseando em detalhes pouco claros do relatório da perícia fizeram que, até hoje, ninguém recebesse indenização alguma pelo sinistro, nem que alguém fosse responsabilizado ou punido pela lei."

Até hoje, mais de quarenta anos depois, aqueles dias de temporal são lembrados com tristeza pelos moradores da General Glicério e por todos os cariocas que os testemunharam.

Do lugar ao seu ambiente

Todo espaço, de um teatro histórico a uma sala de casa, depende de bons móveis bem montados para funcionar. Se você mora ou trabalha em Carapicuíba, Osasco, Barueri ou região e precisa montar móveis, a NOIZ faz montagem, desmontagem e remontagem de móveis no local (sem transporte) e a MestreBR atende residências e empresas em Osasco e região Oeste. Divulgação das nossas empresas.

Agora no entorno

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Fontes: Open-Meteo (tempo) e BrasilAPI (feriados).

Perto daqui

Fonte: Wikipédia (busca por localização).

Nossas empresas: quem é quem

Fonte do texto: Wikipédia, "Rua General Glicério (Rio de Janeiro)", licença CC BY-SA. Texto adaptado e reduzido.

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