Olaria é um bairro da Zona da Leopoldina, região histórica e mais antiga da Zona Norte do município do Rio de Janeiro, no Brasil.

O bairro possui origem populacional marcada principalmente pela imigração portuguesa, seguida por contingentes menores de italianos. É predominantemente de classe média, embora apresente áreas mais valorizadas, caracterizadas por residências e edifícios de padrão superior, regiões próximas ao Estádio Antônio Mourão Vieira Filho (Rua Bariri), sede do Olaria Atlético Clube. O lado voltado para a Avenida Brasil apresenta maior valorização imobiliária, em razão da melhor acessibilidade viária e da presença de empreendimentos mais recentes. É cortado pela linha férrea, elemento que historicamente influenciou sua organização urbana e contribuiu para a diferenciação entre seus trechos, refletindo dinâmicas distintas de ocupação e desenvolvimento ao longo do território
Localizado às margens da Baía de Guanabara, o bairro já contou com a Praia de Maria Angu, cuja maior parte foi aterrada durante a construção da Avenida Brasil, inaugurada em 1947. Atualmente, o acesso ao litoral é restrito aos clubes da Marinha do Brasil e ao Carioca Iate Clube.
Da história à obra
Um lugar como Olaria (Rio de Janeiro) chega até hoje porque alguém planejou, construiu e depois cuidou. A URBEX atua com construção e reformas residenciais e comerciais e, no dia a dia, conversa sobre as mesmas perguntas: o que precisa ser feito, com que material e como manter depois. Esta é uma leitura nossa sobre conservação, não uma obra da URBEX neste local.
Obra bem feita dura: URBEX
A URBEX é a empresa de construção e reformas que atende Osasco, Carapicuíba, Barueri, Santana de Parnaíba e Alphaville, com escopo claro antes de começar. A URBEX fica no Oeste da Grande São Paulo (SP), não no Rio de Janeiro. Este espaço é divulgação do nosso próprio projeto.
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Olaria é um importante reduto para preservação do choro e da cultura do Rio de Janeiro, tendo sido declarado Patrimônio Imaterial do Estado. Pixinguinha, que já morou no bairro, teve em sua homenagem uma estátua inaugurada em 2016, na rua João Silva. No bairro já nasceram e moraram outras pessoas ilustres, como Nora Ney, Joel Santana, Perfeito Fortuna, Elymar Santos, Laura Carneiro (torcedora do Olaria Atlético Clube), Luizinho Drummond (patrono da Imperatriz Leopoldinense), Agatha Moreira e Iza. Também se destacam Nelinho (que jogou na base do Olaria Atlético Clube) e Elton Medeiros (torcedor do Olaria Atlético Clube).
Nos últimos anos o bairro tem sido alvo de investimento, sendo uma "princesa" da região no mercado imobiliário, com construção de condomínios residenciais que atendem à demanda crescente por moradias, situada a 6 quilômetros do Aeroporto Internacional do Galeão, a 11 quilômetros do Estádio do Maracanã e a 13 quilômetros do Aquário Marinho do Rio de Janeiro no Centro. Com um valor médio do metro quadrado em torno de R$ 4 mil, que pode variar para mais dependendo da localização do imóvel, tem custo de vida mais baixo do que outros da Zona Norte, como a Tijuca, Grajaú, e o Méier segundo dados da plataforma Loft.
Nome e História
Século XIX
O bairro tem esse nome porque, na primeira metade do século XIX, Francisco José Pereira Rego comprou terras – entre o Caminho da Matriz, e o Morro da Penha – que pertenciam ao Engenho da Pedra. Ali instalou várias fábricas de tijolos para aproveitar o barro vermelho do solo, tornando o lugar conhecido como Região das Olarias. No final dos anos 1800, outras manufatureiras de cerâmica ali se fixaram. Em 1886, a localidade já era conhecida como Olaria, pois a estação de trem foi inaugurada com este nome.
Outra figura importante na ocupação da região é Custódio Nunes que, em 1892, ganhou da Prefeitura uma permissão temporária para abater seis cabeças de gado, semanalmente, para abastecer seu açougue. Alugou uma parte das terras da Fazendinha da Penha para instalar um matadouro e uma área onde os bois pastavam, antes de irem para o abate.
Século XX
Em 1902, Custódio Nunes convidou para sócio Quincas Leandro, um dos chefes do maior frigorífico da cidade: o São Diogo, que ficava na Praça da Bandeira. Isso facilitou a renovação da permissão temporária do matadouro e a aprovação do aumento do número de animais para abate. Com a expansão dos negócios, Custódio Nunes comprou terras da Fazenda Grande da Penha. Loteou uma parte e abriu várias ruas com o nome de familiares, como a Doutor Nunes, Filomena Nunes e Dona Carlina, entre outros logradouros. Na mesma época a família Rego fez o mesmo com suas terras, loteando terrenos e criando ruas como a Leopoldina Rego, Antônio Rego e João Rego.
A outra parte das terras compradas por Custódio Nunes foi destinada ao matadouro e ao campo de pasto, área que passou a ser chamada de Invernada de Olaria (ou Campo da Boiada). Tratava-se de uma faixa localizada entre o conjunto IAPI da Penha (que só viria a ser contruído no fim da década de 1940) e as imediações da Rua Bariri, estendendo-se da linha de trem até a orla da Baía de Guanabara. A maior parte da região da Invernada só foi loteada na década de 1960, quando o matadouro, já decadente, foi finalmente desativado. É nesse loteamento que fica a sede da 4ª Coordenadoria Regional de Educação da SME.
No auge dos cinemas de rua na cidade do Rio de Janeiro, o bairro contava com diversas salas, como o Cinema Santa Helena, Cinema Rosário, Cinema Oriente, Cinema São Geraldo, e outros.
Século XXI
Em 2017 foi fundado o Grêmio Recreativo Escola de Samba Independentes de Olaria, escola de samba de cores azul e branco, que fazem homenagem ao Olaria Atlético Clube. Sua quadra se localiza na Rua Alfredo Barcelos, n.º 711, próximo à estação de trem do bairro.
Em 2019 foi fundado o Projeto Olaria Verde, uma iniciativa comunitária e governamental de arborização urbana. O programa visa combater as ilhas de calor locais por meio do plantio de árvores, principalmente de espécies nativas da Mata Atlântica, como ipês e pau-ferro. A ação envolve a população local no cuidado e monitoramento das mudas para revitalizar praças e calçadas da região.
Transporte
Trem
O bairro conta com a Estação Olaria, da SuperVia, parte do ramal Saracuruna, inaugurada em 1886.
BRT
O bairro possui duas estações do BRT do Rio de Janeiro:
Olaria (Cacique de Ramos), inaugurada em 2014, que faz parte do corredor TransCarioca;
Marinha Mercante, inaugurada em 2024 junto com o corredor TransBrasil.
Do lugar ao seu ambiente
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Agora no entorno
Fontes: Open-Meteo (tempo) e BrasilAPI (feriados).
Perto daqui
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Fonte: Wikipédia (busca por localização).
Nossas empresas: quem é quem
URBEXConstrução e reformas em Osasco, Carapicuíba, Barueri, Santana de Parnaíba e Alphaville.
NOIZMontagem, desmontagem e remontagem de móveis no local, sem transporte, em Carapicuíba, Osasco, Barueri e região.
MestreBRMontagem, desmontagem e remontagem de móveis residenciais e corporativos em Osasco e região Oeste. Atende também lojistas.Fonte do texto: Wikipédia, "Olaria (Rio de Janeiro)", licença CC BY-SA. Texto adaptado e reduzido.